13 de set de 2013

panteísmo

cheirou
as curvas do tempo
sentiu nas costas
as infladas veias
dos contratempos
de museus,
fósseis intentos
mortos,
por sérios pensamentos
marcados,
pela fúria dos violentos
homens
de rigorosos altos firmamentos
que não veem,
no chão tremendo,
as vidas se criando
nos momentos
- de tanto umbigo nos olhos do
do tormento –
não cheiram os baixinhos
amando ventos
dos festivos terráqueos rebentos
que nascem simples
na carícia
sem milícias
nas manjedouras delícias
que douram
nos brios de nexos vales
nos seres de cios reles
lambem a vulva que voa
nas cordas púbicas da cenoura
nas
sem polícias
palpáveis mordidas
de
malícias
aqui
- festim
bucetal
ouram
as sementes
que
vindouram
no fode
do bode
no pode
do bote
entoam
línguas
que
voam

Um comentário:

São disse...

Tudo está ligado nesta teia imensa que é o Universo...

Tudo de bom